O fortalecimento da autoestima da criança começa nas relações familiares, no aleitamento materno, e a partir de oportunidades de educação da criança, por meio do brincar, engatinhar, falar, cantar e andar em seus primeiros anos de vida. Além das visitas domiciliares e outros instrumentos de educação das famílias para os cuidados com as crianças, a ação "Brinquedos e Brincadeiras na Comunidade" acontece mensalmente na Celebração da Vida.

É bom lembrar que a autoestima é um sentimento importante para uma vida feliz. A pessoa pode ser abençoada com inteligência e talento, mas se carece de autoestima, este pode ser um obstáculo em ter sucesso no estudo, na convivência com as outras pessoas, na abertura para dialogar, na capacidade de perdoar, no empreededorismo, nas conquistas profissionais e praticamente em todas as áreas da vida.

A primeira infância pode ser considerada o alicerce para uma autoestima positiva, assim como o desenvolvimento de uma autoimagem alegre e feliz. A brincadeira de faz-de-conta responde a uma necessidade básica da criança: a de querer que os pais fiquem sempre junto dela. Mas as relações da criança com as pessoas e as coisas ao seu redor estão sempre mudando. Por volta dos dois anos, a criança já não tem os pais sempre por perto, como quando era menor, e procura trazê-los para junto de si, "fazendo de conta". 

 

Na brincadeira de faz-de-conta, a criança pode vivenciar situações de medo e angústia para conseguir conviver com esses sentimentos. O faz-de-conta é uma atividade na qual a criança assume o papel do adulto, procura fazer o que ele faz e, dessa forma, lida com a ausência dos pais. Nessa brincadeira, ela procura também entender o significado das atividades dos adultos, as relações que eles estabelecem com as pessoas, os valores e costumes de sua família e do lugar onde vive. 

Para a criança, até por volta dos seis anos, o brincar de faz-de-conta é uma das atividades mais importantes para o seu desenvolvimento.

A criança brinca por necessidade e ao brincar aprimora seus sentimentos  de autoestima, assim como os sentidos da visão, audição, olfato, tato e seus movimentos. Vai conhecendo como são e para que servem os objetos e brinquedos, desenvolve sua linguagem e seu pensamento, aprende e compreende as atividades, os costumes dos adultos e as relações entre as pessoas.

O Marco legal da Primeira Infância, agora lei nº 13.257, de 8 de março de 2016, dispõe e estabelece princípios e diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas para a primeira infância em atenção à especificidade e à relevância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento infantil e no desenvolvimento do ser humano.

O texto promove uma série de modificações na forma como são prestados serviços e atenção às crianças, desde a gestação até os seis anos de idade. Algumas das mudanças apresentadas pela lei integram: garantia ao direito de brincar; incentivo à participação da criança na formulação de políticas; atenção especial às gestantes e mães; ampliação da licença-paternidade e ainda outros. 

Olimpíadas e o brincar no universo infantil


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