Reduzir a violência, a pobreza e construir a paz.

Tema do dia de Oração e Ação pela Criança 2012, Brasil

Reduzir a pobreza, a violência e construir a paz é o tema do Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança, que será comemorado em todo o país na semana de 18 a 25 de novembro. A Pastoral da Criança, que integra a Rede Mundial de Religiões para a Infância (GNRC), mobiliza a sua rede de mais de 212 mil voluntários em cerca de 37 mil comunidades em todos os estados brasileiros. A proposta é direcionar, na semana, orações e ações para a proteção dos direitos e a promoção do bem-estar das crianças.

Veja o relatório final das atividades 2012

O Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança (20 de novembro) foi instituído durante o III Fórum Global da Rede Global de Religiões para a Infância (GNRC), realizado em Hiroshima, em maio de 2008. O dia 20 de novembro foi escolhido por ser o Dia Internacional da Infância, data em que foi proclamada a Convenção sobre os Direitos da Criança pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil também é comemorado o dia da Consciência Negra, e o dia 21 de novembro foi instituído pela Lei nº 12.685, de 18 de julho de 2012, como o "Dia Nacional do Compromisso com a Criança e Adolescente e a Educação".

Junto com as iniciativas nas comunidades do país, o Comitê Gestor Brasil da GNRC e a Pastoral da Criança vão promover celebrações inter-religiosas em dezenas de cidades do país. Com entusiasmo diversas tradições religiosas vão organizar uma corrente de colaboração com a comunidade na semana que marca o Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança.

Saiba mais sobre este evento no mundo - World Day of Prayer 2012 

O Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança (20 de novembro) foi instituído durante o III Fórum da Rede Global de Religiões para a Infância (GNRC), realizado em Hiroshima, em maio de 2008. Anualmente são organizados em dezenas de países oportunidades para a proteção dos direitos e a promoção do bem-estar das crianças. O dia 20 de novembro é o Dia Internacional da Infância, e data em que foi proclamada a Convenção sobre os Direitos da Criança pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Mobilização de recursos baseados na fé para o fim da pobreza infantil. Essa é a nova iniciativa inter-religiosa lançada no IV Fórum da Rede Global de Religiões pela Criança (GNRC), realizado de 16 a 18 de junho de 2012 em Dar es Salaam, na Tânzania (África Oriental). O encontro reuniu 400 pessoas de 64 países, entre líderes religiosos, defensores dos direitos das crianças, funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) e representantes da sociedade civil de todo o mundo.

A Declaração do IV Fórum destaca: “Vemos a pobreza como a mais grave injustiça global, a pior e a forma mais extensa de violência. A realidade das crianças em situação de pobreza nos reuniu para discutir: distribuição desigual de recursos, a guerra e a violência, a corrupção e a má governança. Os valores sobre os quais nossas tradições religiosas são construídas nos obrigam a responder ao desafio da pobreza infantil.”

Os representantes da América Latina no IV Fórum chamaram a atenção sobre a relação que existe entre violência e pobreza, com manifestações específicas em cada país.

Em muitas situações a pobreza causa a violência, em outras, a violência gera a pobreza. Nos últimos dez anos o Brasil reduziu de forma contínua a desigualdade social. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011 (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2001 e 2011, a renda per capita dos 10% mais ricos acumulou aumento de 16,6%, enquanto a renda dos mais pobres cresceu 91,2%. Mesmo com o crescimento econômico, o Brasil é um dos 12 países mais desiguais do mundo, afirma o Comunicado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), n°155, 2012. A renda entre as pessoas no país produz grandes abismos sociais. Quanto mais extenso esse abismo, maiores as chances de haver comportamentos marcados pela violência entre pobres e ricos. Em determinadas situações, as crianças que vivem em famílias pobres podem ser vítimas da violência dos adultos causada pela falta de oportunidades de renda. Outra expressão da violência é a ausência de recursos suficientes para as famílias ofertarem para as crianças condições para atender os direitos fundamentais, alimentação adequada e nutritiva, saneamento e moradia, espaços seguros para brincar e oportunidades de ampliar o conhecimento. Os limites orçamentários dos governos no país ainda impedem que os serviços públicos cheguem no tempo adequado aos mais pobres.

A partir de 2012, o Dia Mundial de Oração e Ação pela Criança inclui o tema da pobreza infantil. As tradições religiosas assumem o compromisso de mobilizar recursos e adotar medidas inter-religiosas de comunicação e diálogo contra todas as formas de violência e práticas nocivas para as crianças dentro das comunidades e além.

Texto: Clóvis Boufleur 

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