aleitamentoQuem conhece o trabalho da Pastoral da Criança, sabe que não há limites para a dedicação dos voluntários que atuam em todas as regiões do país. Ivonete Nóbrega, líder que atua há 14 anos no bairro São José, em Taperoá (PB), tem orgulho de contar a história de trigêmeas de uma comunidade que ainda não tinha Pastoral da Criança, mas que ela acompanha desde a gestação. Trata-se de um exemplo de solidariedade e do poder de transformação do leite materno.

Ivonete tomou conhecimento das dificuldades de uma gestante, que já tinha dois filhos, e decidiu agir. Foi até a casa da família e passou a acompanhá-la. Também mobilizou vizinhos, familiares e amigos em uma campanha que arrecadou fraldas e outros itens de necessidades básicas. "O povo é muito solidário", afirma Ivonete.

Ana Júlia, Ana Clara e Ana Androsa nasceram aos 8 meses, pois já estavam prontas e não havia mais espaço para as três na barriga da mãe. Uma delas nasceu com baixo peso (1,7 Kg) e, por isso, a mãe intensificou a amamentação. Com o passar dos meses, as três se desenvolveram e a menor acabou até superando o peso das outras, confirmando os benefícios do leite materno. Agora, as meninas já completaram 4 anos e continuam recebendo as visitas de Ivonete.

"Foi uma vitória muito grande. A gente acompanhou essa mãe que estava feliz com a gestação, mas muito preocupada por causa das dificuldades. Mesmo assim, foi um gesto de amor, muito louvável. Ela cria os filhos com muito amor", relata Maria de Lourdes Brandão da Silva, coordenadora na Paróquia Nossa Senhora de Conceição.

O papel dos líderes da Pastoral da Criança

Ana Lúcia de Lira Silva, coordenadora da Pastoral da Criança na região episcopal rural de Olinda e Recife (PE), lembra de diversos casos em que a orientação dos voluntários também foi essencial no tema da alimentação dos bebês.

Dra. Zilda

“O leite de peito exclusivo até os 6 meses e sua continuidade até mais de 1 ano, de preferência até mais de 2 anos, garantem grande parte do carinho e proteção que a criança precisa”.

Papa Francisco

“Não resistamos ao Espírito Santo, mas sejamos dóceis à sua ação que renova a nós mesmos, à Igreja e ao mundo”.

No mês passado, Ana Lúcia, a líder Maria Elizabeth de Araújo e o missionário Antônio Romildes do Nascimento cadastraram uma criança, com 2 meses, que já era alimentada por mamadeira

A mãe, moradora da comunidade Nossa Senhora da Conceição, da Paróquia São João Batista, dividia o leite do peito entre o caçula e outro filho, de 1 ano e 3 meses. Ela foi orientada a priorizar o aleitamento exclusivo para o mais novo, até que ele completasse os primeiros 6 meses de vida.

Recentemente, a coordenadora soube que a líder Cícera, da comunidade Lídia Queiroz, ligada à Paróquia Santo Antão, encontrou um recém-nascido com 15 dias de vida que não era amamentado. A mãe fez cirurgia cesárea e teve infecção no parto. Por esse motivo, ficou com receio e parou de dar o peito à criança. A líder a orientou a continuar a amamentação, explicando as propriedades protetoras do leite materno e a importância desse alimento para o desenvolvimento do bebê.

Também existem os casos em que a mãe fica impossibilitada de amamentar. Ana Kelly de Lira Silva, filha de Ana Lúcia e líder, acompanhou o exemplo de Cecília Mirela, de 4 anos. Quando nasceu, a mãe não tinha leite devido a uma doença rara da família, não conseguindo fornecer nem o colostro (primeiro leite produzido após o parto). A menina recebeu uma dieta orientada pelo médico até os 6 meses, com a utilização de leite de lata, e depois passou a ser alimentada com outros alimentos, da mesma forma que as outras crianças. "Hoje ela come de tudo, é uma criança saudável e esperta", comemora Ana Lúcia.

Os casos apresentados demonstram a importância da atenção à alimentação da criança, desde o período gestacional, passando pelos 6 meses de aleitamento exclusivo (ou outra dieta indicada pelo médico em casos excepcionais), até a introdução de novos sabores. Portanto, a escolha consciente dos alimentos, aliada a uma rotina de hábitos saudáveis, faz toda a diferença no desenvolvimento infantil.

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Foto: Marcello Caldin

 

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