DICAS

 

Da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança

Para as coordenações de Ramo, Setor, Área, Núcleo, Grandes Metrópoles e Estadual.

Novembro DE 2005 – NÚMERO 34

A MALÁRIA é uma doença causada por um protozoário chamado Plasmódio, que ataca principalmente órgãos como o fígado, o baço e o sangue e pode levar à morte se não houver tratamento. Ainda não existe vacina contra a Malária e a prevenção é o melhor caminho para preveni-la.

A transmissão da malária no Brasil está concentrada na Amazônia Legal, onde são registrados 99,5% do total dos casos. Esta região é composta pelos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Nessas localidades, a Pastoral da Criança pode organizar Rodas de Conversa sobre o tema, dirigidas pela metodologia do VER, JULGAR, AGIR, AVALIAR e CELEBRAR, que está explicada no livro “Orientações sobre Reunião para Reflexão e Avaliação”, páginas 33 a 35.

Nesta reunião é importante contar com presença dos coordenadores e líderes da Pastoral da Criança e de outras pastorais, padres, pastores, médicos, enfermeiros e outros agentes da área da saúde e da educação, representantes dos conselhos municipais, de associações, etc.<

Para enriquecer as discussões, podem ser usados também o artigo na Seção Destaque no Jornal da Pastoral da Criança do mês de Janeiro de 2006 - edição 111, o programa de rádio Viva a Vida número 744, bem como outros materiais elaborados localmente.

Vamos juntos prevenir as mortes pela Malária!

Depois do acolhimento e da apresentação dos participantes, pode-se dar início à reunião lendo, por exemplo, Mt 4,23. O grupo pode conversar por alguns minutos sobre o que essa passagem bíblica ensina diante da responsabilidade de cada um frente às doenças - em especial a Malária, que atingem as famílias de nossas comunidades.

Em cada momento da reunião estão citadas algumas perguntas para ajudar o coordenador a dirigir as discussões. Para ser bem produtiva, sugerimos a duração da reunião seja de no máximo 3 horas. Importante também escolher quem irá anotar as idéias principais.

PRIMEIRO MOMENTO: VER

Apresentação do tema Malária

Nesse momento o grupo conversa procurando conhecer mais sobre a Malária. As perguntas e respostas abaixo podem ajudar o grupo a iniciar a conversa sobre o assunto.

1. O que é a Malária e como se pega?

A Malária é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Plasmódio, que é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Anofelino. Ao sugar o sangue de uma pessoa com Malária, ele suga também os parasitas desta doença, levando-a para outras pessoas sadias. Esse mosquito é conhecido também como Muriçoca, Sovela, Carapanã, Mosquito Prego e Pernilongo.

2. Quais os sintomas da Malária?

Dor de cabeça, dor no corpo, calafrio ou tremedeira, febre e suor abundante – esses sintomas podem aparecer de 9 a 40 dias após a picada.

3. Como se trata a Malária?

Na presença dos sintomas acima descritos deve-se procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento o mais breve possível, seguir com a medicação até seu término, fazer repouso e beber muito líquido. O uso de medicamentos deve sempre ter prescrição médica.

4. O que fazer para prevenir a Malária?

Evitar água parada próxima da moradia;

  • Limpar valas e igarapés;
  • Evitar construir casas próximo a riachos e igarapés;
  • Evitar entrar na mata e tomar banho em igarapés, principalmente no começo da manhã e ao anoitecer;
  • Proteger as casas com telas, fechando janelas e portas ao entardecer;
  • Proteger a cama ou rede com mosquiteiro;
  • Deixar o Agente de Saúde borrifar as paredes da casa.

5. Quais os fatores que contribuem para o aparecimento da Malária?

  • Desmatamento;
  • Mudanças climáticas globais;
  • Desenvolvimento rbano sem planejamento;
  • Movimentos migratórios das pessoas;
  • Desintegração dos serviços de saúde;
  • Áreas onde o controle ou a erradicação são insuficientes.

6. De que depende o controle da Malária?

  • dos hábitos e comportamentos de cada pessoa quanto aos cuidados com o meio ambiente;
  • do tratamento de todos os casos da doença;
  • das pessoas não abandonarem o tratamento;
  • da proteção individual e da sua moradia.

7. Quais são as COMPLICAÇÕES DA MALÁRIA NA GESTANTE E NA CRIANÇA?

Na GESTANTE, a Malária pode ter complicações duas vezes maior que nas mulheres que não estão grávidas. Nos 6 primeiros meses de gestação pode ocorrer o aborto. Na segunda metade da gestação pode haver diminuição da resistência física da gestante. Há também mais chances de ocorrer pré-eclâmpsia e eclâmpsia, doença muito grave para a gestante e o bebê. Os BEBÊS com Malária tornam-se sonolentos e molinhos, perdem o apetite, têm frio e podem apresentar vômitos e convulsões; a febre varia entre 38,5º C até 40º C. Podem surgir dores abdominais e diarréia. Os bebês com menos de 3 meses devem receber atenção médica o mais rápido possível, pois são mais sensíveis e podem ter a doença agravada rapidamente. CRIANÇAS acima de 1 ano tem evolução da doença semelhante ao adulto.

SEGUNDO MOMENTO: JULGAR

Estudar a realidade da comunidade frente a Malária

Neste momento, o grupo pode confrontar as informações discutidas no momento do VER e pensar sobre a realidade da sua comunidade em relação à Malária. As perguntas abaixo e a leitura do texto a seguir podem ajudar nesta reflexão.

1. Quais as dificuldades enfrentadas pelas famílias da nossa comunidade para prevenir e tratar a Malária?

2. Houve casos de morte por Malária na comunidade? Que fatores contribuíram para que essas mortes ocorressem?

3. Como os programas de saúde (PACS, PSF e outros) estão preparados para atender as necessidades da comunidade frente à Malária?

4. O que mais poderia ajudar as pessoas da comunidade a enfrentar a Malária?

O PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA MALÁRIA do Ministério da Saúde do Governo Federal (PNCM) propõe estratégias de intervenção para reduzir o número de doentes por Malária. Algumas delas podem ser supervisionadas ou mesmo ajudadas diretamente pela população. São elas:

  • Apoio e estruturação dos serviços locais de saúde: os Estados e Municípios devem estar preparados para desenvolver as ações de epidemiologia e controle da doença, com recursos humanos e equipamentos adequados para controlar a Malária.
  • Diagnóstico e Tratamento: O serviço de saúde deve detectar precocemente a pessoa portadora da Malária por meio de exame laboratorial e iniciar o esquema de tratamento de imediato, para prevenir os casos graves e a morte por Malária, reduzindo também a transmissão da doença.
  • Fortalecimento da vigilância da malária: A partir de um caso novo, o serviço de saúde deve iniciar uma série de medidas para impedir que outros casos ocorram, identificando grupos e fatores de risco, detectando surtos e epidemias, recomendando medidas necessárias para prevenir ou controlar e avaliar as medidas.
  • Capacitação de recursos humanos: O governo municipal deve manter as equipes de saúde bem preparadas profissionalmente e motivadas, em boas condições para desenvolver seu trabalho nas comunidades.
  • Educação em saúde, Comunicação e Mobilização Social: O governo estadual e municipal devem promover uma consciência crítica na sociedade a respeito da Malária. Quanto mais informada a população estiver sobre a doença, sua gravidade, prevenção e tratamento, mais ativa será a participação no seu controle.

 

TERCEIRO MOMENTO: AGIR e AVALIAR

O que fazer na comunidade para controlar essa doença?

Com base nas discussões anteriores, neste momento o grupo faz uma lista de ações concretas a serem realizadas, bem como os responsáveis por cada uma delas:

Onde
Quem
Quando
Como
Em nível familiar



Na comunidade



No serviço de saúde



No Conselho de Saúde



Outros locais/serviços



 

É importante que o grupo verifique também:

Que outros parceiros podem ajudar no controle da doença ?

Quando haverá nova reunião para avaliar as ações realizadas?

Como a Pastoral da Criança pode ajudar no combate a Malária?

Os lideres da Pastoral da Criança podem fazer a sua parte aproveitando as visitas domiciliares e o Dia da Celebração da Vida para informar as famílias acompanhadas sobre os sintomas da Malária, prevenção e tratamento, encaminhando ao serviço de saúde quando tiver suspeita da doença.

Celebrar:

Para celebrar o compromisso de todos, pode-se finalizar a reunião com um momento de espiritualidade, utilizando por exemplo a leitura de Marcos 16, 15 e 20. Com a participação da comunidade e a presença de Deus nas nossas ações, temos a certeza de que caminhamos na direção Dele.

Referências:

 

CIVES- Centro de Informação em Saúde do Viajante

Fundação de Medicina Tropical do Amazonas/Gerência de Malária

PNCM – Plano Nacional de Combate a Malária

 

Autores:

Nelson Arns Neumann

M�ica Flugel Hill

Sonia Beatriz Scharam

Celiana Barbosa Pereira


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