
Uma mulher de coragem! Dra. Zilda viveu para defender e promover as crianças, gestantes e idosos, construir uma sociedade mais justa, fraterna, com menos doenças e sofrimento humano.
Em seu trabalho, sempre aliou o conhecimento científico ao conhecimento e à cultura popular; valorizou o papel da mulher pobre na transformação social; mobilizou a todos, pobres e ricos, analfabetos e doutores, na busca da Vida Plena para todos. Ela costumava dizer: “Há muito o que se fazer, porque a desigualdade social é grande. Os esforços que estão sendo feitos precisam ser valorizados para que gerem outros ainda maiores”.
Morreu dia 12 de janeiro de 2010 no terremoto que devastou o Haiti. Neste mesmo dia discursou sobre como salvar vidas com medidas simples, educativas e preventivas. Fez o que sempre falou: congregar mais pessoas para se unirem na busca de “vida em abundância” para crianças e gestantes pobres.
Deixou sua marca na história do Brasil ao fundar e coordenar a Pastoral da Criança e Pastoral da Pessoa Idosa.
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Cuidar da vida vai muito além da saúde e da nutrição do bebê e da gestante. A missão da Pastoral da Criança se expressa também no anúncio do Evangelho, no acolhimento às famílias, na partilha de informações seguras e na defesa da dignidade de cada pessoa. É um cuidado que se estende à vida em comunidade, à promoção de direitos e ao compromisso com políticas públicas que garantam melhores condições para todos. Essa união entre fé e ação concreta abre caminhos para uma vida plena. Aqui, você encontra conteúdos sobre espiritualidade, cidadania, bem comum e temas que ajudam a fortalecer a missão no dia a dia.

A Pastoral da Criança orienta as famílias que acompanha sobre a necessidade de respeitar e amar a criança. A partir da Campanha da Paz, em 1999, o assunto recebeu destaque na Pastoral da Criança e se constitui uma estratégia permanente de melhoria das relações humanas na família e na comunidade. Um dos materiais da campanha, os 10 mandamentos para a Paz na Família, chegou a milhões de lares brasileiros, levados pelas mãos de líderes da Pastoral da Criança.
A busca pela harmonia entre as pessoas, que são únicas na sua individualidade, mas que partilham de necessidades semelhantes na vida, tem no diálogo e no respeito a sua força. Portanto, assim como não é aceitável o uso de atitudes violentas contra as crianças, a sociedade precisa encontrar caminhos para promover relacionamentos fundamentados na paz e combater toda a forma de discriminação, inclusive aquelas relacionadas com a visão política das pessoas. O nosso país precisa superar o atual momento, no qual as pessoas se afastam umas das outras por causa de divergências relacionadas com posições partidárias. Fomentar a divisão da nação está na contramão da construção de uma nação mais justa e solidária.
A Pastoral da Criança tem a missão de contribuir continuamente com a construção de ambientes nos quais todos possam ter vida plena. Por isso, faz a reedição do conteúdo de referência do programa intercultural e interreligioso de educação ética “Aprender a Viver Juntos”, disponível em português desde 2009. Esta é mais uma oportunidade de melhorar a vida em comunidade a partir de mudanças das famílias.
A fundação Arigatou Internacional iniciou a Rede Global de Religiões pela Criança (GNRC) em 2000, no Japão, e lançou o programa “Aprender a Viver Juntos” em 2004. Em seguida, vieram outras duas iniciativas: oração e ação pela criança e a erradicação da pobreza infantil.
A Pastoral da Criança colabora com estas iniciativas ligadas à GNRC desde o início, e convida os voluntários e apoiadores a utilizarem os ensinamentos deste manual de educação ética nas comunidades. Este material contribui para promover quatro valores éticos:
• Respeito
• Empatia
• Responsabilidade
• Reconciliação
“Aprender a Viver Juntos” disponibiliza, para jovens e educadores em todo o mundo, ferramentas para um programa intercultural e interreligioso, pelo qual as crianças e os jovens são capazes de desenvolver um forte senso de ética. Ele é projetado para ajudar os jovens a compreender e respeitar as pessoas de outras culturas e religiões e para alimentar o seu sentido de uma comunidade global. O recurso foi desenvolvido em estreita cooperação com a UNESCO e UNICEF.
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