bebe de seis meses

Foto: Marcello Caldin

Aleitamento materno e alimentação

Até os seis meses, o leite materno é tudo o que o bebê precisa para ficar bem alimentado. Depois dessa idade, é preciso continuar dando o leite de peito e também outros alimentos. Aos poucos o bebê aprende a experimentar novos sabores, temperaturas, formas e texturas: macios, firmes, finos ou grossos. Isso contribui para o seu desenvolvimento.

Dar ao bebê novos alimentos exige atenção, cuidado e paciência da mãe ou de quem cuida do bebê. De início, os bebês precisam de comidas mais pastosas e macias, pois ainda não sabem mastigar.

Uma boa parte dos bebês pode recusar os alimentos. Não significa que não gostou, ele está estranhando uma coisa que não conhece. Em outro momento, poderá aceitar esse mesmo alimento que recusou. É preciso oferecer de novo, mas sem forçar o bebê a comer.

Saiba mais: Introdução de novos alimentos

O ideal é que o bebê não receba água, chás, sucos (sumos) e outros alimentos antes dos seis meses.

“Quem é o servo fiel e prudente, que o Senhor
encarregou do pessoal da casa, para lhes dar
alimento na hora certa? Feliz aquele servo
que o Senhor, ao chegar, encontrar agindo assim”.
Mt 24, 45-46

bebe de seis meses anemia por falta de ferro

Foto: Eli Pio

Anemia por falta de ferro

A anemia por falta de ferro é o maior problema nutricional no mundo e atinge grande parte dos bebês. O ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na fabricação das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo. A carência de ferro diminui a resistência do corpo, deixando o bebê mais exposto a infecções.

Saiba mais: Anemia: um alerta para gestantes e crianças

Obesidade infantil

A obesidade infantil é o excesso de gordura no corpo da criança, o qual pode trazer consequências graves para sua saúde, como problema nos ossos, colesterol alto (gordura no sangue), diabetes, pressão alta e problemas no coração. A criança pode também vir a ter problemas psicológicos, pois muitas vezes ela é rejeitada pelos amiguinhos da escola.

A obesidade pode ser causada pelo consumo de uma alimentação muito calórica (com muita gordura e açúcar), falta de atividade física ou algum problema de saúde. Além disso, problemas que acontecem nos primeiros mil dias de vida da criança também podem ter influência nas causas da obesidade infantil, como a desnutrição materna, uso de cigarro na gestação e falta de aleitamento materno.

Saiba mais: Acompanhamento Nutricional

É importante levar a criança na Unidade Básica de Saúde para a consulta com o médico.

Para prevenir e combater a obesidade infantil, recomenda-se evitar alimentos como biscoitos recheados, sorvetes, pudins, balas (bombons, rebuçadas), chicletes (pastilhas), doces, frituras, salgadinhos tipo “chips”, refrigerantes, sucos em pó ou de caixinha e leites com achocolatados ou farinhas. Também é importante criar oportunidades para as crianças brincarem e se movimentarem em espaços adequados e com outras crianças. Crianças precisam se exercitar para gastar energia.

Alimentos industrializados não devem ser oferecidos para a criança até os dois anos de idade.

Após os dois anos de idade os alimentos industrializados não devem ser proibidos, porque pode aumentar ainda mais a curiosidade da criança, mas também não podem ser dados todos os dias. É responsabilidade dos pais ou responsáveis colocar limites quanto ao horário e quantidades consumidas desses alimentos. De preferência, que seja apenas no fim de semana ou em dias de festa.

acompanhamento nutricionalAcompanhamento Nutricional

O Acompanhamento Nutricional é uma ação que tem por objetivo avaliar o estado nutricional das crianças, a cada três meses, no dia da Celebração da Vida.

Saiba mais: Acompanhamento Nutricional

Como o bebê pode aprender e se desenvolver

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Foto: Eli Pio

Os pais ou quem cuida sempre do bebê oferecem oportunidade para ele se relacionar com outras pessoas?

Os cuidados, o amor e a atenção da mãe e do pai fazem com que o bebê possa conhecê-los bem e sentir-se seguro com eles. Com a ajuda dos pais, ele pode aprender a confiar e a se relacionar com outras pessoas de sua família e com amigos próximos. Com as pessoas que não estão sempre com ele é preciso ir devagar, respeitando o bebê quando ele estranhar essas pessoas. Se o bebê estranha, ele está demonstrando que sabe reconhecer em quem ele pode confiar.

O bebê gosta de brincar de achar o rosto das pessoas ou qualquer coisa que seja escondida bem à sua frente. Com isso ele aprende que as pessoas e as coisas existem, mesmo que ele não esteja vendo. Assim ele aprende a conviver com a ausência da mãe, do pai e de outras pessoas importantes para ele.

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Foto: J. R. Ripper

As pessoas da família incentivam o bebê a brincar com objetos?

O bebê continua gostando de ter alguém sempre por perto. Para se criar o interesse do bebê pelos objetos, ele precisa da ajuda das pessoas. Essa ajuda consiste na pessoa também demonstrar interesse pelos objetos que oferece ao bebê. Brincando com eles o bebê solicita menos a presença dos adultos e também aprende outras coisas.

Assim, o bebê fica cada vez mais curioso, começa a se movimentar e pegar tudo o que está perto dele. Ele usa suas mãos cada vez melhor — aprende a pegar coisas pequenas entre os dedos polegar e indicador. Ele pega, morde, amassa, rasga, joga, bate as coisas, experimentando e aprendendo como elas são.

Sempre que o bebê quiser pegar coisas que pertençam ao adulto e que sejam perigosas, ou quiser fazer o que não pode, os pais devem distraí-lo ou levá-lo para outro lugar. O bebê ainda não entende muitas explicações e está começando a entender o que significa a palavra não. Se ele teimar, deve ser segurado com firmeza e ser distraído. Não se deve bater no bebê nem mesmo para proteger do perigo.

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Foto: J. R. Ripper

O bebê pega os objetos e brinca com eles batendo, jogando, rasgando?

Brincando com os objetos, o bebê aprende que quando faz uma coisa acontece outra. Por exemplo: bate com a colher na panela e faz barulho; aperta o botão do rádio e ele toca. Como ele já sabe pegar e largar, gosta de brincar pegando as coisas e jogando no chão para ver como elas caem. Assim, aprende que um objeto cai mais rápido, outro mais devagar; uns fazem barulho, outros não. Às vezes, é preciso paciência para devolver ao bebê o que ele joga.

Acidentes domésticos
A família precisa guardar em local seguro botões, pregos, alfinetes e sementes, porque a partir dessa idade o bebê já consegue pegar coisas pequenas e colocá-las na boca, nariz e ouvido. Bebê com cheiro ruim ou secreção no nariz ou ouvido pode ter colocado alguma coisa neles. É preciso levar ao serviço de saúde, pois tentar tirar em casa piora a situação.

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Foto: M. F. Hill

As pessoas da família se comunicam com o bebê de diversas maneiras, usando sons, gestos e palavras?

O bebê começa a entender o que falam para ele todo dia, por exemplo: “Vem cá”, “Dá adeus”. Primeiro ele entende o que as pessoas falam, depois aprende a falar.

Ele presta atenção nas conversas das pessoas e tenta imitar o que elas falam. É bom que as pessoas falem com o bebê e façam sons como: “ma ma”, “pa pa” e esperem que ele repita. A família pode fazer também várias brincadeiras de sons com o bebê, como: imitar ruídos dos animais, de carro, de avião. Brincando com o bebê de bater palminhas, dar adeus, fazer caretas, por exemplo, os pais estão ensinando a ele outras maneiras de se comunicar.

Quando as pessoas usam várias formas de comunicação, permitem que o bebê forme vínculos e também se comunique com elas, mesmo que ele apresente algum problema sensorial, por exemplo, na audição.

O bebê precisa ficar no chão para tentar se movimentar por conta própria.

Ele procura alcançar tudo o que colocam perto dele: uns bebês vão rolar, outros se arrastar ou engatinhar para alcançar as coisas. Os pais têm de se preocupar em tornar seguro os locais onde o bebê fica, porque ele ainda não aprendeu que não pode mexer em certas coisas ou ir a certos lugares.

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Foto: J. R. Ripper

Acidentes domésticos
Tomadas elétricas, escadas e fios de ferro são perigosos porque o bebê pode alcançá-los. É preciso também guardar produtos de limpeza e remédios bem fechados e em local que o bebê não possa alcançar. Se ele tomar produto de limpeza ou remédio, é preciso que seja levado, com urgência, ao serviço de saúde.

Nessa idade, além de uma boa noite de sono, os bebês ainda necessitam dormir de dia. Os pais precisam descobrir como seu bebê gosta de ser acalmado para pegar no sono e procurar fazer isso sempre do mesmo modo. Isso porque a repetição é uma das maneiras do bebê aprender, e a rotina também ajuda a dar segurança a ele.

“De manhã faz-me sentir tua bondade,
pois em ti confio. Indica-me a estrada
que devo seguir porque a ti elevo minha alma”.
Sl 143,8

bebe de seis meses creche

Foto: M. F. Hill

Educação infantil - Creche

A creche deve compartilhar e complementar a educação e os cuidados que a criança recebe na família, oferecendo também um ambiente favorável ao desenvolvimento da criança. Assim, as atividades da creche devem envolver aspectos de saúde — alimentação, higiene, repouso — e outras atividades como histórias e artes plásticas. Além disso, precisa oferecer muitas oportunidades para brincar, pois a brincadeira é uma necessidade da criança. Na creche, a criança convive com outras crianças e adultos, participando de experiências variadas, aumentando suas oportunidades de aprendizagem e de autonomia.

Saiba mais: Como preparar seu filho para ir à creche

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 Foto: Teotônio Roque

Higiene

Os líderes devem orientar os pais a fazerem sempre a higiene da boca do bebê, principalmente com a introdução de novos alimentos. Não é necessário adoçar a alimentação dos bebês. O açúcar é uma das principais causas de cárie dentária. Assim, quanto mais tarde a criança o receber, menos chance terá de ter cáries.

Se houver higiene no preparo da alimentação, evitamos doenças como a diarreia. Assim, é preciso lavar sempre as mãos antes de preparar os alimentos, ter cuidado na hora de guardá-los, evitar o contato com moscas e oferecer sempre água tratada, filtrada e fervida para o bebê.

Como o bebê precisa ir para o chão para se movimentar, ele agora se suja mais. Por isso, o banho diário tem grande importância. Também é um bom momento para conversar com o bebê e tocá-lo com carinho. Assim, além de limpar, o banho acalma o bebê.

Acidentes domésticos
O bebê não pode ficar sozinho no banho, mesmo que seja por um minuto. O risco de quedas e afogamento é grande!

Diarreia e desidratação

A diarreia é o aumento no número de vezes que a criança faz cocô, o qual fica mais líquido do que ela está acostumada a fazer. A diarreia pode ser acompanhada de vômitos. Tanto a diarreia como os vômitos são maneiras que o nosso organismo usa para jogar fora algo que faz mal, como venenos e alimentos estragados ou contaminados. Por isso, não se deve dar remédios para cortar a diarreia.

Saiba mais: Com cuidados simples, é possível prevenir a desidratação

soro caseiro 2Soro caseiro

O soro caseiro é feito com água, sal e açúcar. Para evitar erros nas quantidades, a Pastoral da Criança utiliza uma colher-medida para preparar o soro caseiro. Ele deve ser oferecido para prevenir a desidratação ou nos sintomas iniciais dela. O soro caseiro não corta a diarreia, apenas repõe o líquido perdido nas fezes e vômitos.

Para preparar o soro caseiro é preciso:

  • um copo com 200ml de água;
  • uma colher medida;
  • sal e açúcar.

Após lavar bem as mãos, encher um copo com água limpa, fervida ou filtrada. Com a colher medida, colocar nesse copo uma medida pequena e rasa de sal e duas medidas grandes e rasas de açúcar, mexendo bem até dissolver o sal e o açúcar.
Os pais devem oferecer o soro sempre e em pequena quantidade para a criança com diarreia, observando sinais de melhora. Ele deve ser oferecido com colher ou no copo, e a quantidade feita deve ser tomada dentro de 24 horas. Se for necessário tomar soro por mais dias, deve ser preparada uma nova receita a cada dia.
Algumas crianças não querem tomar o soro. A mãe precisa insistir sem forçar. Ela pode conversar com a criança, dizendo que o soro lhe fará bem e que assim vai ficar boa logo e que, como gosta muito dela, não quer vê-la doente.

Além de tomar o soro, a criança deve continuar comendo sua alimentação normal. Quando a criança continua comendo, ela sara mais rápido da diarreia, não perde peso e tem menos complicações.