Os voluntários da Pastoral da Criança que atuam como Articuladores junto ao Conselho Municipal de Saúde tem a missão de prevenir a mortalidade infantil e melhorar o acesso aos serviços de saúde. Uma das atividades é o estudo da história da morte de crianças menores de um ano no município.
Mensalmente o Articulador envia para a Coordenação Nacional da Pastoral da Criança a Folha de Acompanhamento do Conselho de Saúde, FAC-Saúde.
No primeiro Trimestre de 2011, 969 Articuladores informaram que 68% dos conselhos se reunem mensalmente, e 74% dos Articuladores participam dessas reuniões.
Além da mortalidade infantil, o Articulador informa na FAC-Saúde, a frequencia das reuniões do conselho de saúde, o número de visitas às Unidades Básicas de Saúde (UBS), quantas delas têm disponibilidade de antibióticos para crianças e o número que disponibiliza a primeira dose do antibiótico ainda na Unidade de Saúde.
O resultado da coleta de informações nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) mostra que 73% das UBS tinham antibiotico em estoque no dia da visita, mas 36% dão a primeira dose do antibiotico para a criança na propria UBS, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde.
Em muitos municípios, depois da consulta a mãe precisou buscar os medicamentos receitados em uma Unidade Central, desperdiçando horas de tratamento que podem significar um internamento hospitalar evitável e, o que é pior, a morte da criança. Alguns municípios centralizam a distribuição de medicamentos, porque não conseguem ter farmacêuticos nos postos de saúde.
A media mensal de mortes de crianças menores de um ano foi 104, em 832 municípios. Desse total, 15% das crianças eram acompanhadas pela Pastoral da Criança. Destaca-se que 48% das crianças que morreram foram atendidas pelo menos uma vez nos Serviços de Saúde. Das que foram atendidas, 86% passaram por hospitais de referência e maternidades.
Somente 14% das mortes foi debatida posteriormente no Conselho Municipal de Saúde. Outras informações sobre a participação e controle social estão disponíveis na pagina da REBIDIA - Rede Brasileira de Informação e Documentação sobre Infância e Adolescência (www.rebidia.org.br), que integra a área de Políticas Públicas da Pastoral da Criança. Além da triagem e a disseminação estratégica de informações sobre a criança e o adolescente no Brasil, a REBIDIA promove a utilização destas informações como instrumento de melhoria da qualidade de vida da infância brasileira.